O homem é mais amplo que o céu
O homem é mais vasto que o mar
Mas o homem se perde no céu
O homem se afoga no mar
O homem só vê o grandioso
O homem é tão pequeno!
O homem é maior que tudo
Migalhas se passam de mundos
O homem tem grande visão
Mas os braços são curtíssimos
São cotocos, são nada
Não abarcam outra infinidade
O abraço de infinitos
Portanto é impossível
Só há visão, vontade
As pernas e os braços... puf!
7 comentários:
Cara, confesso que gostei mais do seu conto do que desse seu poema, mas ficou mt bom tb. No começo, não gostei muito, mas foi melhorando à medida em que avançava. hehehe
Li num livro uma vez (sobre cinema, inclusive) que o público perdoa quase tudo no início, e quase nada no fim.
Vou perdoar agora, pq o final tá bom! hauehauheeheuha
Quanto à questão da Coréia, isso eu não posso falar mt. Nunca estudei coreano, nem sei qual a semelhança/diferença com o japonês. O que eu sei, pelo que me contaram (e só isso que eu sei mesmo, o que me contam) é que a esrita coreana é advinda dos ideogramas, mas adaptada para um sistema fonético. Ou seja, igual aos hiraganas e katakanas (leia o 2o. post sobre kanjis). Só que eles aboliram os ideogramas, e o que têm é uma extensa escrita fonética (semelhante à nossa). Mas tb é só isso o que eu sei. Não posso ajudar mais. Vai na wikipedia, que com certeza lá tem MUITO mais informação!
Abraço!
carai... hehe!
parece um ser não humano debochando dos humanos... gostei da ideia!
:P
o diferencial do humano é, na verdade, sua capacidade de raciocínio (não estou considerando isso uma virtude...) e partindo disso, tanto faz o tamanho dos braços e pernas...
Puf!
Bah, povo humanista esse. Achei legal o poema. Só não gostei muito da última estrofe, talvez eu não tenha entendido ao certo. Mas o começo é interessante, mostra as conquistas dos homens, mas que mesmo com essas conquistas, ainda continua pequeno. O desenrolar é nessa linha, sempre fazendo uma antítese. Agora o final não deu para pegar.
Até o dia, que ele descobriu a poesia
E o braço alcançou o infinito
Abraçando o que, antes, só podia ser
Visto?
Qual nada! era tudo falsidade,
A visão era turva,
Não existia nem vontade!
Que bobagem esses humanos!
Que tolice essa
Humanidade?
***
sou teu fã, cara!
poesia no melhor estilo Paulo Henrique Passos!
Gostei muito do paradoxo que cê fez aí. Do quão grande e pequeno é o homem. gostei da última estrofe deu um ar bacana à poesia, a onomatopéia foi bem providencial!
sou teu fã, cara![2]
desculpe a ausência. Posts novos no blog.
Beijo
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