quinta-feira, 30 de julho de 2009

CONVERSAS, E NÃO COM VERSOS (repostagem)

No APPLE, o Pedro, com aquela conversa de repostagem no blog, me fez pensar em repostar esse aqui. Há praticamente um ano eu o escrevi, mas não houve muitos comentários (só um, do Thiago). Por isso, ele está aqui de novo. Mas, prometo, não pretendo ficar fazendo isso de repostagem.

Ele acordou e, ainda deitado, sorriu: pensava nos amigos, que dali em pouco iria rever, como quase todos os dias. Adorava a presença deles, poder conversar, sobre tudo.
Levantou-se e viu aquele quarto vazio, só ele ali. Não se sentiu tão à vontade, mas logo lhe veio outro sorriso confortante, lembrou-se de como aquele espaço ficava cheio e animado quando os seus amigos iam lhe visitar. Foi, então, cumprir os primeiros afazeres do dia. Mas o que faz um estudante adolescente no começo de um domingo?
Estava na hora de ir encontrar os amigos e bater aquele papo gostoso. Nada melhor que uma boa conversa! O tempo, nessas horas, torna-se um inimigo.
Antes de sair, mexia na estante sempre desarrumada quando viu uns papéis soltos, com versos escritos por ele. Veio-lhe um ímpeto de jogar todos no lixo; para nada serviam, senão desarrumar a estante e tomar-lhe o valoroso tempo. Não diziam muita coisa: versos sem sentimento. Foram parar na lixeira do banheiro. Bastava de tentativas de sentir, para isso havia os amigos, as conversas com eles, um abraço, um beijo na namorada e tudo com o que é possível sentir realmente, sem se ter o trabalho de versejar.
Desapontado consigo por ter percebido o quanto havia perdido se dedicando àqueles versos, ficou ali parado, sentado na cadeira. E uma folha foi sendo rascunhada. Versos. Os únicos com algum sentimento, talvez.
De vós, de vós eu não preciso!
Necessito é de voz
Eu não vos sinto
Sinto muito
Não me tornastes poeta algum
Só roubastes meu tempo
Pensando em vós
Esqueço a vida
Até nunca mais, senhores
Perturbai outra vida
Vontade de sentir
É o que sinto

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Há vidas que tomam rumo. A minha decidiu arrumar tomos.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

O QUE DIZEM OS LIVROS

Essa é antigona:

E assim fala um bom livro
- Leia-me que eu te livro
Da mais dura corrente
Que é não ter nada na mente

E assim diz um livro aberto
- Venha que eu te liberto
Da pior escuridão
Que cega e aleja a mão


Por fim diz um livro escrito
- Quer conhecer o infinito?
Conheça meus parentes
Passados e descendentes