quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Síntese do amor

"Eu te amo":
Tão estético, tão sintético
Tão simples
Quanto o amor deveria ser
Tão pequeno e forte
Tão necessário
Pra mim é ouvir você dizer
"Eu te amo"

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Palavras cabíveis

Palavras. As intrometidas insistem em aparecer nas horas mais inoportunas, para atrapalhar ou mesmo arruinar toda uma situação.

Às vezes, elas só pensam em se libertar e levarem consigo a carga pesada de seus significados. Não sei se culpo a boca ou, antes disso, o cérebro pela irresponsabiliade de soltar essas criaturas quando inescrupulosas. Mas o que importa aqui são as consequencias.

Uma conversa entre amigos vai indo bem; todos comentam e opinam sobre o assunto em questão, até que elas surgem e se impoem: um outro amigo, acostumado à sinceridade extrema e egoísta, chega e abre a boca. As palavras que desta saem afugentam todas as outras. Todos ali, então, são obrigados a suportar o peso da incoveniência. Já não há mais espotaneidade; todos apenas escutam, cada vez mais desgostosos de falar.

O que adianta ser servo da verdade e fazer tudo o que a imprudência manda? Isso é até perigoso! Calemo-nos e falemos na hora certa, pois se tudo cabe nas palavras, sinto dizer que as palavras não cabem em tudo.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Um estranho

Ouço o silêncio das palavras
Vejo o lado escuro da lua
O sol já não me cega
Mas o que sinto é medo
Medo de mim e dos outros
Dos outros que têm medo de mim