sábado, 28 de maio de 2011

VERMELHO E BRANCO

Puta merda! ele pensou, irritado. Ele já estava com o caralho duro quando a puta lhe disse que não queria dar. Mas ele queria comer; precisava fuder um pouquinho para aliviar a tensão do dia-a-dia. Não bastasse a falta de um emprego e a inexistência de uma boa mulher para cuidar dos filhos que ele nunca teve, agora lhe vinha essa merda chorar pro seu lado. Cala a boca, porra! Só não gritou isso porque... Não se sabe por que. A vontade dele mesmo foi de soltar um tapão na cara dela; a coitada fugiu pro canto do quarto toda recolhida e chorou mais forte alisando a bochecha avermelhada e ardida.

Ele não se surpreendeu quando viu que a tinha convencido. Deitou, relaxou e agora era só esperar pra gozar.

Como uma gata cautelosa e calculista, que espreita seu alvo pacientemente, ela chegou e assim ficou entre as duas pernas nuas e cabeludas. Então ela atacou, e o que era mole endureceu e quem estava relax endoideceu: a língua felina apoderou-se do pênis rijo e, junto com a mão, acompanhou o sobe-desce do prepúcio. Aquela língua serpenteava habilidosa. Contrariando o que comumente se diz sobre a figura fálica, ela mostrava ser a verdadeira cobra, que não se intimidava frente àquele ser roliço e mitológico.

O homem gemia de prazer, e só um beijo podia calá-lo, mas a outra boca já estava ocupada demais para ter de se preocupar com o barulho que ela mesma causava. Concentrada na ereção latejante, a boca mantinha um movimento constante: suga e cospe prende e solta inspira e expira abraça e repele soca e puxa, até que... Aaaahhhnn! O último gemido de prazer confundiu-se com o primeiro grito de dor: o fluxo de esperma tinha sido bruscamente interrompido.

Na hora exata da ejaculação, a mulher segurou mais firme a base peniana e com a outra mão fincou, com energia, bem no orifício da glande, a bandeira do orgulho feminino, que se pintou de um vermelho provocador com os espirros de sangue.