quinta-feira, 26 de junho de 2008

Criança

Criança abençoada
De mente imaculada
Tu que és inocente
E não sente a frieza
Deste mundo inclemente

Criança linda
Que não sabe ainda
Dos problemas da vida
E que é por todos
Muito querida

Criança curiosa
Sempre corajosa
Que do novo não tem medo
Em algo que não conhece
Vai lá e ponha o dedo

Criança, quando me abraça
Nesse instante tudo passa
Só fica o que é bom
Ao sentir teu coração bater
Sinto da paz o tom

Não é um sentimento nobre
Mas a inveja me cobre
Quando penso em ti, criança
E vejo que não tens problemas
Teu viver é só bonança

A ingenuidade tua
Não vê a maldade nua
Deste mundo tão cruel
Tu desenhas o mundo
Bem bonito no papel

Queria eu voltar a ser
Assim como você
Ficar despreocupado
E só com brincadeiras
Ficar ocupado

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Hipocrisia

O que adianta belos sentimentos,
Se é tudo hipocrisia?
Pra que falar tanto,
Se palavras não têm valia?

São tantos os que falam
No amor de algo supremo
E estes mesmos têm
O coração cheio de veneno

Acreditam no amor
De um ser chamado Deus
Se esse amor um dia foi sentido
Hoje já se perdeu

Bons na teoria
Ruins em praticar
Falam de amor
E se esquecem de amar

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Víngo-a

Eu vingo a língua
Ela me vinga
Eu vivo a língua
E vingo na vida

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Essa língua

Essa língua
Ah, que língua!
Que sai da tua boca
E me xinga
Ela me fascina
E quando tu, menina
Tocas a tua língua
Na língua minha
Vejo: essa linguagem
Não tem língua