Essa é mais uma das meio velhas que eu disse que ia ficar postando.
Eles vinheram e tiraram
Desta terra o vermelho
Da veia,
Do lenho.
Queriam o vermelho.
Seu sangue era azul.
E desta terra, à força de ficar roxo,
Conseguiram a bela cor.
Vampiros impiedosos:
Não tinham sangue nem coração.
Só pensavam em sugar
O vermelho de toda vida.
Levaram o vermelho
Do lenho e da veia
E dessa cor trouxeram outro tom:
O vermelhos dos olhos que choram de dor.
6 comentários:
e eu que pensava ser poeta...
sou mero brincante de versos!
Mas que poesia bela!
bela critica ao inicio da roubalheira no pais!
Belo poema, ótimo para se cobrar uma reforma agrária, reforma agrária já!
O bom é que o vermelho aí pode ser várias coisas. mas eu vi como a vida da terra, ou a essência, o essencial que faz a terra ser um instrumento de subsistência.
Grande poeta...!
macho eu que ando distante... tou sempre lendo teu blog... fico besta quando te leio... gosto das suas crônicas.. =]
é meu chapa tudo chora mesmo... entendi que os brancos europeus invadiram este País... e deixaram sua cultura por aqui...
gostei do verso final: O vermelhos dos olhos que choram de dor... =]
apareça sempre!
O pior mesmo é comemorar no dia 22 de Abril o tal "Descobrimento do Brasil", quando na verdade essa data apenas define quando começou a dominação e européia por aqui.
Voltemos a andar nús! Voltemos a ser índios! hehehehehehehe
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